Por que os aparelhos de ressonância são tão apertados?

Eles são usualmente cilíndricos, com as duas pontas abertas e tem medidas entre 50-70cm de diâmetro. A razão deste formato é que estes equipamentos precisam formar um campo magnético bem homogêneo para produzir uma imagem de alta qualidade. Assim, se o aparelho for muito aberto, esta homogeneidade se perde assim como suas imagens. Atualmente, as maquinas mais modernas tem 70cm de abertura e já permitem uma redução significativa da claustrofobia envolvida. Além disso, o exame também ficou muito mais rápido, acelerando a necessidade de se ficar dentro do tubo.  Maquinas chamadas de campo aberto tem outro formato, com as laterais abertas e estão disponíveis em algumas unidades aqui em Campinas. Porem, usualmente tem campo menor e não realizam todos os exames possíveis.

Dr. Juliano de Lara Fernandes – CRM 94.129

Não realizamos exames sem pedido médico

A Clínica RCC não realiza exames sem pedido médico

O Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR) publicou o informativo relacionado ao assunto:

“Nessa perspectiva, a  solicitação de exame é ato privativo do médico e decorrente de exame clínico no paciente, sendo que sua realização, com o respectivo laudo, sem o correspondente pedido subscrito por médico assistente, configura infração ética, passível de punição pelos Conselhos Regionais de Medicina”.

Fonte: Boletim CBR, informativo nº 299, fev/mar 2013, pág 25

Jornal da Ressonância e Tomografia Cardiovascular

O Jornal da Ressonância e Tomografia Cardiovascular em seu ano 10,  edição 24ª, destaca vários artigos publicados sobre os temas Ressonância e Tomografia Cardiovascular.

 

Como é um exame de ressonância magnética?

O exame de ressonância magnética é baseado num aparelho que funciona como um grande imã. Ele funciona mantendo um campo magnético ao redor do corpo que alinha algumas partículas celulares do corpo. Ao emitir uma onda de radio (parecida com uma onda FM que ouvimos dia-a-dia), o corpo reflete esta onda com intensidades diferentes a algumas antenas posicionadas ao redor do corpo. Isso faz com que a imagem se forme, sem necessidade de radiação e com alta acurácia: um exame num equipamento moderno fornece resolução menores que 1mm!  O barulho que ouvimos dentro do aparelho é gerado pela emissão das ondas emitidas e por um circuito utilizado para formar o campo magnético. Normalmente um exame completo dura de 10-30 minutos conforme a estrutura estudada.

Dr. Juliano de Lara Fernandes – CRM 94.129

Estudo mostra que triagem com tomografia de tórax reduz mortalidade de câncer de pulmão em 20%

De acordo com um grande estudo conduzido pelo National Lung Screening Trial (NLST) com mais de 26.000 pacientes, foi demonstrado que realizar uma tomografia de tórax para pesquisa de câncer de pulmão foi eficaz em reduzir a mortalidade em 20% no grupo de alto risco: fumantes intensos. Neste grupo, o número de pacientes necessários para se pesquisar câncer para reduzir uma morte foi de 161, melhor que os números usualmente mencionados para câncer de mama que giram entre 740 e 2000 pacientes. O estudo recomenda que pacientes entre 55-74 anos de idade, com uma história de tabagismo de pelo menos 5 cigarros ao dia devam se beneficiar da realização da tomografia. Os autores recomendam usar tomógrafos com baixa radiação sempre nestes casos.

Fonte: New England Journal of Medicine, 2013;369:245-254.

Cabecear bola de futebol com frequência está associado a micro-lesões cerebrais

Para os jogadores de final de semana de plantão, um estudo publicado na importante revista médica Radiology (Radiology 2013; epub ahead of print June 11) mostra que num grupo de 37 jogadores futebol amadores que cabecearam uma media de 432 bolas ao longo do ano em diversas partidas, foram observadas pequenas lesões cerebrais e reduzido desempenho cognitivo de memória. O estudo alerta para o risco de trauma subclínico nestes casos que podem ser detectados apenas por ressonância magnética inicialmente mas podem ter repercussão maior no futuro.

Fonte: Radiology

Todos os exames em radiologia tem radiação?

Não, a ultrassonografia e a ressonância magnética são exames sem radiação. Aliás, quando falamos em radiação médica, estamos falando em um tipo de radiação chamada ionizante, que, em altíssimas doses, tem associação com modificações da estrutura do DNA. Os exames de cintilografia, radiografia, cateterismos e tomografias utilizam esta radiação, em doses controladas e apenas na quantidade necessária para se obter um diagnóstico. Na RCC, os aparelhos de tomografia especialmente são de última geração e usam técnicas que reduzem a radiação aplicada a níveis que estamos expostos normalmente no dia-a-dia. Para se ter um exemplo, anualmente recebemos uma dose da exposição solar equivalente a 3 mSv(unidade de medida de radiação) – uma tomografia coronária é feita hoje, por exemplo, com doses até menores que 1 mSv, ou seja, menos que você receberia apenas por tomar sol normalmente!

Dr. Juliano de Lara Fernandes – CRM 94.129

Pesquisa de Câncer de Pulmão com Tomografia de Tórax Reduz Mortalidade

Num estudo publicado recentemente em uma das maiores revistas de medicina do mundo (New England Journal of Medicine. 2013;368:1980-91), autores americanos confirmaram que fazer a triagem para câncer de pulmão com tomografia de tórax foi capaz de identificar casos de nódulos pulmonares ou outros achados suspeitos precocemente em pacientes assintomáticos. Todos os pacientes estudados eram fumantes, entre 55 e 74 anos de idade. Neste grupo, 1.1% dos participantes foi diagnosticado com câncer de pulmão. O estudo reforça o achado de 2011 também desta revista (NEJM 2011;365:395-409) que mostrou que o uso de tomografia para pesquisa do câncer de pulmão precoce reduziu a mortalidade da doença em 20%.

Fonte: New England Journal of Medicine

Porque preciso usar contraste em alguns exames radiológicos?

Toda vez que fazemos um exame de raio-X, tomografia ou ressonância, queremos diferenciar ao máximo as estruturas estudadas e identificar entre elas potenciais tecidos doentes. Muitas vezes a aparência e comportamento destas estruturas são muito parecidas e tem o mesmo sinal no exame convencional. Quando injetamos um contraste, este vai chegar a determinados tecidos e ficar lá de maneira diferente dependendo da composição de cada órgão. Assim, é possível detectar algumas lesões ou estruturas que se diferenciam do seu meio adjacente. Isso é mais importante ainda quando queremos estudar um vaso ou uma estrutura que receba irrigação sanguínea pois podemos fazer imagens destas quando o contraste encontra-se ainda apenas dentro das artérias ou veias e não chegou aos demais espaços propriamente ditos.

Dr. Juliano de Lara Fernandes – CRM 94.129

O que é contraste?

Contraste é um nome genérico dado a substâncias que promovem uma diferenciação entre tecidos ou estruturas com composição diferente. Eles são utilizados para realçar uma estrutura, lesão ou órgão por se distribuírem de forma diferente nestes tecidos. Um contraste de tomografia ou radiografia utilizada iodo como seu principal agente enquanto que um contraste de ressonância usa uma substancia a base de um metal chamado gadolíneo. Os contrastes podem ser utilizados de forma oral ou, mais comumente, por via endovenosa.

Dr. Juliano de Lara Fernandes – CRM 94.129

Baixa dose de contraste com tomógrafo de 320 detectores

Pesquisadores chineses apresentaram este mês no Congresso Europeu de Radiologia um estudo mostrando que usando o tomógrafo de 320 detectores pode-se reduzir a quantidade de contraste utilizado em exames de rotina. Por adquirir todas as imagens em apenas uma rotação, o tomógrafo permitiu utilizar volumes até 50% menores que outros tomógrafos. A redução de contraste utilizada reduz a chance de eventos alérgicos e o risco de doença renal.

Fonte: Resumos Congresso Europeu de Cardiologia 2013

 

Médica e pesquisadora campineira é homenageada por talentoso trabalho

A Médica e pesquisadora campineira Giovanna Negrão de Figueiredo, da Faculdade de Medicina de Mannheim da Universidade de Heidelberg, Alemanha, será mais uma vez homenageada por seu talentoso trabalho. Desta vez, por ter conseguido nota máxima, summa cum laude, que apenas 3% dos médicos atingem na conclusão de seu trabalho de doutorado.

 

Correio Popular

Campinas, 22 de junho de 2013

Società – Almir Reis

 

 

Livro Ressonância e Tomografia Cardiovascular

Capa do LivroRessonancia e Tomografia Cardiovascular

A imagem cardiovascular vem ganhando cada vez mais espaço como método fundamental no seguimento de pacientes com cardiopatias. Dentre os diversos métodos, a última década foi marcada por uma forte ascensão da tomografia e ressonância cardíaca como duas modalidades que estão presentes na rotina clínica da investigação cardiovascular. Apesar do acelerado reconhecimento clínico e utilização prática, o treinamento e estudo destas duas modalidades de imagem avançada ainda ficavam dependentes de fontes de informação do exterior e, na maioria dos casos, em língua estrangeira e refletindo realidades não muitas vezes compatíveis com nosso dia-a-dia.

Capa do Livro Ressonância e Tomografia Cardiovascular

Ao mesmo tempo, nestes últimos anos a América Latina produziu uma enorme massa crítica de médicos nesta área que se destacaram não só regionalmente mas, sobretudo, em âmbito internacional. O intercâmbio internacional e o crescente número de publicações de grande impacto por médicos latino-americanos fizeram da área de tomografia e ressonância cardiovascular uma das mais prolíficas em inserção destes países no mundo acadêmico. Sem dúvida hoje temos profissionais e centros de excelência que aplicam o que há de mais moderno nestas modalidades para cuidados dos pacientes localmente, tanto em nível publico quanto privado.

Foi assim, identificando uma lacuna de publicações associada a um respeitado grupo de médicos na área, que nasceu a ideia deste livro. Os capítulos que aqui se seguem foram todos escritos por grandes especialistas em suas respectivas áreas, em língua nativa e por pessoas que tem a maior parte de sua prática diária em nossa região, mais especificamente Brasil, México e Argentina. O livro recebeu a aprovação e chancela não só das respectivas sociedades nacionais na área de Radiologia e Cardiologia mas também das duas maiores sociedades internacionais na área, a Society for Cardiovascular Magnetic Resonance Imaging e a Society of Cardiovascular Computed Tomography. Acreditamos que com isso estamos trazendo um livro diferenciado do que hoje existe no mercado, de mais fácil leitura e com diversas adaptações necessárias para nossas realidades. Tudo isso se valendo da rica experiência pessoal de cada um dos autores e da grande bagagem cientifica dos mesmos que embasam as recomendações feitas em cada capitulo.

Mais que isso, este é um dos poucos livros no mercado que agrega num mesmo texto tanto a tomografia quanto a ressonância cardiovascular, identificando que o público leitor usualmente é praticante de ambas as modalidades simultaneamente e não de apenas uma delas de forma isolada. Também acrescenta em seu conjunto capítulos específicos para doenças vasculares periféricas e de grandes vasos, igualmente assuntos ligados às doenças cardiovasculares e cuja interpretação é rotina também de boa parte dos médicos praticantes destes métodos.

Com estas premissas iniciais, apresentamos para o leitor o conteúdo do livro: o mesmo foi dividido em dois setores, de ressonância e tomografia respectivamente, totalizando 47 capítulos. Em ambos os setores, os leitores contarão com um capítulo especifico descrevendo os princípios gerais básicos de cada uma das técnicas que consideramos essencial para todos os que exercem os métodos, com foco em seguida para as particularidades do exame cardiovascular. Também encontrarão um capitulo onde poderá ser revisado tudo o que é necessário para o preparo do paciente cardiovascular assim como os cuidados com os medicamentos utilizados e que são encontrados apenas nestas situações dentro da radiologia geral. Cada um dos setores também inclui alguns capítulos apenas de técnicas básicas: estes capítulos têm como finalidade orientar o leitor como fazer um exame de ressonância ou tomografia, focando primordialmente na parte técnica dos métodos e reforçando os principais conceitos utilizados na área cardiovascular. Finalmente seguem-se os capítulos específicos de cada área clínica, onde se enfatiza como cada uma das técnicas impacta o dia-a-dia clínico, mesclando este conhecimento a aspectos práticos de aplicação em cada uma das patologias cardiovasculares. Cada um dos setores é fechado com um capítulo de perspectivas onde tocamos o limite das atuais tecnologias e já é descrito um vislumbre do que vem por aí numa área que se renova tão rapidamente.

E justamente devido à evolução tão acelerada dos dois métodos que acreditamos que os textos fixados em papel devam ser renovados constantemente. Para isso, o livro conta com um link online que contará com atualizações pontuais dos capítulos além de anexos que permitam ao leitor revisar o conteúdo impresso e aplicar o conhecimento aprendido em casos clínicos selecionados e sessões de perguntas/respostas.

Esperamos que esta primeira edição seja apenas o começo de um longo ciclo de publicações que marcarão o presente e o futuro desta área tão distinta da Medicina. Nosso desejo é que este livro-texto possa auxiliar o maior número de médicos possíveis, contribuindo, assim, para o avanço científico da ressonância e tomografia cardiovascular em nossos países.

 

Editores

Juliano de Lara Fernandes

Carlos Eduardo Rochitte

Cesar Higa Nomura

Clerio Francisco de Azevedo Filho

Ibraim Francisco Masciarelli Pinto

Marcelo Souto Nacif

Ricardo Loureiro

Roberto Caldeira Cury

Erick Alexanderson

Horacio J Di Nunzio

Giovanni Guido Cerri

Roberto Kalil Filho

 

Esclarecimento sobre mamografia e câncer de tireóide

Vários estudos tem confirmado a importância da mamografia na redução da mortalidade pelo câncer de mama. Por outro lado, existe preocupação sobre os efeitos que a radiação ionizante possa trazer para o organismo. Em especial, uma discussão sobre o aumento do câncer de tireóide nas pacientes submetidas ao rastreamento mamográfico tem circulado na internet recentemente , causando ansiedade entre as mulheres. Sobre isso, alguns pontos devem ser esclarecidos:

1- A alusão ao efeito de mamografia em aumentar a incidência do câncer de tireóide é feita sem base cientifica, pois há diversos estudos publicados mostrando que o exame de mamografia não expõe a tireóide a doses consideradas nocivas.

 2- Segue abaixo a tradução do texto original sobre o uso de protetores em mamografia, extraído do documento Quality Assurance Progamme for digital Mamography – IAEA Hurman Heath Series n°17, pagina 139, publicada pela Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA), em 2011:

“Na mamografia moderna, há uma exposição insignificante para outros locais sensíveis a radiação que não seja a mama. O principal valor do vestuário da proteção  contra as tradições e psicológico. Se tal vestuário deve ser fornecido, só deve ser feito a pedido da paciente . O vestuário não deve ser mantido em exposição na sala de exame. A presença de aventais e colares na sala de mamografia pode sugerir que seu uso é uma pratica aceitável. O que não e o caso.”

“Tantos cálculos como medidas mostram que a qualidade da radiação atingindo a tireóide durante a mamografia é insignificante. A quantidade de radiação atingindo os ovários é ainda menor, devido a atenuação pela bandeja  de suporte da mama e pelo tecido sobrejacente. Virtualmente, todo o feixe de raios X é bloqueada pela mama e a bandeja de suporte da mama existente no mamógrafo: somente uma fração extremamente pequena de radiação dispersa atinge outras partes do corpo humano. A dose calculada para tireóide para um exame de quatro incidências é menor que 0,03 mGy.

Isso é cerca de 1% da dose que seria recebida pela mama durante o exame e é igual à dose que seria recebido pela tireóide por três dias de radiação natural de fundo (nota da tradução e radiação natural do fundo provem do espaço extraterrestre e de matérias radioativos existente na crosta terrestre). Em outras palavras, isso seria o equivalente a receber 368 dias de radiação natural  de fundo por ano em vez de  365 dias de radiação de fundo que seria recebida sem o exame. A radiação natural de fundo varia de localidade para localidade em valores muito maiores do que este”.

Portanto, de acordo com a Agência Internacional de Energia Atômica, o uso de protetor de tireóide  em exames de mamografia não e recomendado na rotina, devendo ser utilizado apenas nos últimos casos em que a paciente o solicite. É importante sempre informar que a utilização dos protetores pode inclusive atrapalhar o exame,  pois se não for bem colocado na paciente, pode ser a causa de repetição nos casos em que sua imagem se sobrepõe  a imagem da mama.

 

Dra Linei Brolini Delle Urban

Coordenadora da Comissão Nacional de Qualidade em Mamografia do CBH

Boletim do Colégio Brasileiro de Radiologia – Março 2012

Detecção do câncer de mama aumenta com a Tomossíntese associada a Mamografia Digital: resultados do Oslo Trial

Recentemente foram publicados os resultados de parte da pesquisa que vem sendo realizada na Noruega, o Oslo Tomosynthesis Screening Trial, referente ao rastreamento do câncer de mama comparando o uso da Mamografia Digital somente e Mamografia Digital com Tomossíntese associada.

Foram examinadas 12.621 mulheres entre 50 e 69 anos durante o período de novembro de 2010 a dezembro de 2011. Todas fizeram Mamografia Digital com Tomossíntese.

Resultados para detecção do câncer de mama (câncer invasivo e in situ):

-6,1 casos em 1000 (77 de 12.671) com Mamografia Digital somente

-8,0 casos em 1000 (101 de 12.671) com Mamografia Digital e Tomossíntese associada

Ou seja, um acréscimo de 27% na detecção do câncer de mama, sendo 40% a mais de câncer invasivo.

 

Houve também um redução na taxa de falso-positivo quando a tomossintese foi associada, aproximadamente de 15%.

 

Notou-se ainda que, com o uso da Tomossintese houve:

-redução no numero de mulheres reconvocadas para incidências adicionais

-redução no numero de repetições das imagens

-melhor avaliação em mamas densas

 

Veja mais detalhes da pesquisa no artigo original no endereço: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23297332

Tomossíntese Mamária

A tomossíntese é uma aplicação avançada da mamografia digital que permite uma avaliação tridimensional da mama; o equipamento de tomossíntese é semelhante ao da mamografia. Na tomossíntese mamária, são obtidas múltiplas finas imagens da mama, que são analisadas em uma estação de trabalho dedicada com monitores de alta resolução. Ela é realizada com a mama comprimida, como na mamografia, e a duração do exame é curta.

A tomossíntese mamária reduz ou elimina os efeitos da sobreposição de tecido mamário denso na detecção do câncer de mama e na geração de resultados falso-positivos. Assim, ela tem o potencial de refinar a caracterização dos achados mamográficos, reduzir as taxas de reconvocações para complementações, reduzir o número de biópsias e, principalmente, de aumentar as taxas de detecção do câncer de mama, sobretudo, em mulheres com mamas densas. Os estudos clínicos iniciais mostram uma tendência para detectar cânceres adicionais ocultos na mamografia e para reduzir as taxas de reconvocações. A tomossíntese maária, entretanto, é considerada uma técnica em evolução e não deve ser utilizada como substituta dos métodos de diagnóstico por imagem convencionais, sobretudo, da mamografia no rastreamento do câncer de mama, quando indicada, deve ser realizada em conjunto com a mamografia.

Luciano Fernandes Chala – Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP , Hospital Alemão Osvaldo Cruz , Grupo Fleury

Fonte: Sociedade Brasileira de Mastologia

Importantes Trabalhos Científicos Publicados no PUBMED

1 –  In Vivo X-Ray Digital Subtraction and CT Angiography of the Murine Cerebrovasculature Using an Intra-Arterial Route of Contrast Injection.

Figueiredo G, Boll H, Kramer M, Groden C, Brockmann MA.

Department of Neuroradiology, University of Heidelberg, Medical Faculty Mannheim, Mannheim, Germany; Department of Veterinary Clinical Sciences, Small Animal Clinic, Justus-Liebig-University, Giessen, Germany.

AJNR Am J Neuroradiol. 2012 May 10

Leia em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22576899

 

2 –  Comparison of digital subtraction angiography, micro-computed tomography angiography and magnetic resonance angiography in the assessment of the cerebrovascular system in live mice.

Figueiredo G, Brockmann C, Boll H, Heilmann M, Schambach SJ, Fiebig T, Kramer M, Groden C, Brockmann MA.

Department of Neuroradiology, University of Heidelberg, Theodor-Kutzer-Ufer 1-3, Mannheim, Germany.

Clin Neuroradiol. 2012 Mar;22(1):21-8. Epub 2011 Nov 24

Leia em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22109696

 

3 –   Congenital giant cervical teratoma: pre- and postnatal imaging.

Figueiredo G, Pinto PS, Graham EM, Huisman TA.

Division of Pediatric Radiology, Department of Radiology and Radiological Science, Johns Hopkins Hospital, Baltimore, MD 21287-0842, USA.

Fetal Diagn Ther. 2010;27(4):231-2. Epub 2010 Mar 2.

Leia em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20197656

 

4-   Three-dimensional in vivo imaging of the murine liver: a micro-computed tomography-based anatomical study.

Fiebig T, Boll H, Figueiredo G, Kerl HU, Nittka S, Groden C, Kramer M, Brockmann MA.

Department of Neuroradiology, Medical Faculty Mannheim, University of Heidelberg, Mannheim, Germany.

PLoS One. 2012;7(2):e31179. Epub 2012 Feb 8.

Leia em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22363574

 

5 – Maintained functionality of an implantable radiotelemetric blood pressure and heart rate sensor after magnetic resonance imaging in rats.

Nölte I, Gorbey S, Boll H, Figueiredo G, Groden C, Lemmer B, Brockmann MA.

Department of Neuroradiology, Medical Faculty Mannheim, University of Heidelberg, Mannheim, Germany.

Physiol Meas. 2011 Dec;32(12):1941-51. Epub 2011 Nov 2.

Leia em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22047995

 

Dra. Giovanna N. de Figueiredo

First Year  Residency in the Department of Neuroradiology, University Medical Center Mannheim, University Heidelberg, Germany.

 

 

 

Presença importante no Congresso Colombiano de Radiologia

De 4 a 6 de agosto, o Diretor da RCC, Dr. José Michel Kalaf, participou como convidado do importante Congresso Colombiano de Radiologia.

Na ocasião, Dr. Kalaf ministrou aulas sobre a Ressonância Magnética Mamária e sua importância para o diagnóstico e estadiamento dos tumores malignos da mama. O Diretor da RCC também teve participação especial no Jornal do Congresso.

Segundo ele, participar de um evento como este é uma grande honra, afinal é muito importante fortalecer os laços de conhecimento cientifico. Veja a reportagem.