Modalidades Rdiológicas para Detecção do Câncer de Mama

No Brasil, o câncer de mama é uma das causas mais comuns de morte entre as mulheres de 35-54 anos e é o tumor que mais causa mortes entre as mulheres. Por ano no Brasil em torno de 52.680 novos casos de tumor de mama são diagnosticados, e cerca de 13.000 pacientes morrem em virtude destes tumores. De 52 mulheres em cada 100 mil, serão diagnosticadas com câncer de mama ao longo de suas vidas e 75% destas mulheres estarão na fase de pós-menopausa (fase que se segue quando cessa a menstruação).

A RCC dispõe dos principais métodos de rastreamento do câncer de mama, dentre eles:
Mamografia Digital de Campo total (aquisição direta) com Tomossítese mamária; Ultrassonografia, Ressonância Magnética Mamária de super Alto Campo e biopsia direcionada por ultrassom ou mamografia.

Os principais exames para diagnóstico de câncer de mama são descritos a seguir:

Mamografia – Exame padrão-ouro, visa diagnosticar lesões com baixa dose de irradiação e analisar as glândulas mamárias e as regiões axilares. Deve ser realizada em forma de rastreamento populacional a partir dos 40 anos em mulheres que não apresentam sintomas para detectar câncer em estágio inicial não palpável, quando a taxa de cura é muito alta. Também é indicada para avaliar eventuais alterações clínicas como palpação de nódulo ou qualquer modificação nas mamas; é o único método capaz de detectar microcalcificações (um terço das microcalcificações podem estar relacionadas ao câncer mama). A tomossintese mamária vem para adicionar informações, pois proporciona cortes milimétricos das mamas.

Ultrassonografia – Método de diagnóstico por imagem minimamente invasivo, que não utiliza radiação ionizante, permitindo a visualização de imagens dinâmicas e não possui efeitos nocivos ao organismo. A formação da imagem é realizada pela emissão de ondas sonoras que são refletidas ao atingir os tecidos. Estes ecos refletidos são processados e forma-se a imagem. Permite a elucidação da natureza da lesão, sólida ou cística, como suas características morfológicas. Pode ser utilizado em pacientes de qualquer idade.

Ressonância magnética – Exame que propicia imagens detalhadas dos órgãos internos, utilizado para várias indicações como também das mamas, avaliando a cinética das lesões, multifocalidade e multicentricidade. Pode ser ainda, utilizada para avaliação do efeito da quimioterapia durante o tratamento.

Biópsias – Procedimentos que são guiados por ultrassom e/ou mamografia realizando biópsias percutâneas (biópsia de fragmento) por meio do equipamento estereotáxico digital, o qual é também utilizado para localizações pré-operatórias de lesões não palpáveis com ancoramento de fio metálico (agulhamento) ou com a injeção de radiofármaco “Radioguided Occult Lesion Localization” (ROLL) e marcação de linfonodo sentinela.
Os métodos de imagem devem ser propostos pelo médico especialista de acordo com cada paciente.

Dra Eveline Skaf Kalaf

Tomografia computadorizada e ressonância magnética do osso temporal

Os avanços tecnológicos na radiologia nas últimas décadas, principalmente da ressonância magnética (RM) e tomografia computadorizada (TC), contribuíram para os exames do osso temporal, facilitando a identificação de inúmeras patologias das orelhas externa, interna e média.

Atualmente, os aparelhos de tomografia computadorizada de multidetectores permitem a aquisição de imagens volumétricas submilimétricas, possibilitando as reconstruções em múltiplos planos, permitindo assim a avaliação do osso temporal com maior detalhe.

Além da melhora na avaliação pelo profissional habilitado, o tempo de realização das imagens é muito menor com os aparelhos atuais, proporcionando maior conforto para o paciente.

O desenvolvimento das sequências de RM, com aquisições volumétricas tridimensionais, permite o detalhamento das estruturas do labirinto membranoso, assim como dos nervos no interior do conduto

auditivo interno, possibilitando maior acurácia na avaliação das anomalias congênitas e adquiridas da orelha interna.

Alguns exemplos específicos de doenças que tiveram melhora na sensibilidade de sua detecção, a avaliação dos colesteatomas se destaca após o uso da sequência de difusão, mesmo em lesões de pequenas dimensões.

Dr. Guilherme Gerumaglia da Silva

A importância da Ressonância Magnética no diagnóstico e seguimento da Esclerose Múltipla

A esclerose múltipla é uma doença inflamatória autoimune que tem como base patológica o dano a mielina do sistema nervoso central (encefálica e medular) com evolução temporal que pode levar a gliose (dano axonal  irreversível).  A doença acomete principalmente adultos jovens, sendo mais comum em mulheres na faixa etária entre 20 e 40 anos e apresenta quadro clínico caracterizado por surtos e remissões podendo ocorrer déficits motores e sensitivos, distúrbios visuais relacionados a neurite óptica como borramento e redução da acuidade visual,  alterações de marcha e equilíbrio e distúrbios autonômicos. A somatória de sintomas antigos aos novos surtos pode levar a redução na qualidade de vida dos pacientes sendo necessária uma investigação diagnóstica completa para que seja instituído o tratamento específico de forma precoce. Neste contexto é fundamental a avaliação multidisciplinar que inclui o exame clínico, avaliação laboratorial e estudo por imagem do sistema nervoso central.

O diagnóstico por imagem da esclerose múltipla se baseia na disseminação das lesões de substância branca (mielina) no espaço e no tempo. A ressonância magnética do crânio e medula espinhal é o método mais sensível para revelar esta disseminação sendo seu valor inestimável para o diagnóstico precoce da esclerose múltipla.  As lesões da esclerose múltipla acometem a substância branca justacortical, periventricular incluindo o corpo caloso, infratentorial e da medula espinhal. As lesões agudas e subagudas se caracterizam por apresentar hipersinal nas sequências ponderadas em T2/FLAIR, apresentam morfologia ovalada com padrão de distribuição perivenular.  As lesões periventriculares tem seu maior eixo perpendicular a superfície ventricular caracterizando os dedos de Dawson.

Figura 1A- Imagem sagital de crânio em FLAIR mostrando lesões acometendo a substância branca periventricular com padrão perivenular (Dedos de Dawson). 1B- Imagem sagital ponderada em T2 da coluna cervical evidenciando lesões ovaladas múltiplas com hipersinal na medula espinhal.
Figura 1A- Imagem sagital de crânio em FLAIR mostrando lesões acometendo a substância branca periventricular com padrão perivenular (Dedos de Dawson). 1B- Imagem sagital ponderada em T2 da coluna cervical evidenciando lesões ovaladas múltiplas com hipersinal na medula espinhal.

O uso do meio de contraste é essencial para a avaliação da quebra de barreira hematoencefálica presente nas lesões com atividade inflamatória vigente sendo fundamental para discernir de lesões antigas, já que ambas podem ter o mesmo aspecto nas imagens ponderadas em T2/FLAIR. Estima-se que a sensibilidade da ressonância magnética na detecção de atividade da doença seja 5 a 10 vezes maior que o exame clínico, visto que muitas das lesões não se manifestam clinicamente. Estes dados reforçam a necessidade e importância do uso do meio de contraste para completa avaliação diagnóstica.

Figura 2- Imagens axiais ponderadas em T1 pós-contraste evidenciado lesões localizadas na substância branca justacortical com captação do meio de contraste, inferindo atividade inflamatória.
Figura 2- Imagens axiais ponderadas em T1 pós-contraste evidenciado lesões localizadas na substância branca justacortical com captação do meio de contraste, inferindo atividade inflamatória.

De acordo com os novos critérios para o diagnóstico de esclerose múltipla através da ressonância magnética, a disseminação no espaço é considerada quando há uma ou mais lesões com hipersinal em T2 localizadas em pelo menos duas das seguintes regiões: justacorticais, periventriculares, infratentoriais e medula espinhal. A disseminação no tempo ocorre quando há surgimento de uma nova lesão nos exame de seguimento ou quando, em um único exame de ressonância magnética, se evidencia presença de lesões com realce pelo meio de contraste simultaneamente com lesões sem realce.

Outro papel importante da ressonância magnética na avaliação diagnóstica dos pacientes com suspeita de esclerose múltiplas é excluir diagnósticos alternativos como a estenose espinal,  tumores cerebrais, malformações vasculares e doenças leptomeníngeas. Realce pelo gadolínio persistente por mais de três meses, lesões com efeito de massa e acometimento meníngeo sugerem outros diagnósticos.

A ressonância magnética apresenta papel essencial para o diagnóstico da esclerose múltipla, no mapeamento de lesões prévias e novas, monitorização do tratamento e exclusão de diagnósticos alternativos; possibilitando diagnóstico com alta especificidade e tratamento adequado dos pacientes sendo desta forma uma ferramenta imprescindível no manejo desta patologia.

 

Referências bibliográficas:

1-Ge,Y. Multiple sclerosis: the role of MR imaging. AJNR Am J Neuroradiol2006; 27: 1165–76.

2- Filippi, M and Rocca, MA. MR imaging of multiple sclerosis. Radiology. 2011; 259: 659–681.

 

Dr. Matheus Silveira Avelar

CRM-SP: 150293

Estudos da RCC – Instituto de Ensino e Pesquisa José Michel Kalaf são premiados

Dois estudos realizados na Radiologia Clínica de Campinas (RCC) juntamente com o Instituto de Ensino e Pesquisa José Michel Kalaf receberam prêmios significativos nos últimos meses.

O primeiro estudo, publicado na Revista American Journal of Medicine, recebeu um Prêmio Internacional em Abu Dhabi nos Emirados Arabes denominado Sultan Bin Khalifa Translational Research, o trabalho realizado em conjunto com a Unicamp e Centro Infantil Boldrini, com suporte financeiro da Fundação para a Pesquisa do Estado de SP (FAPESP), mostra a utilização da ressonância magnética na investigação de pacientes com talassemia major, uma doença genética que exige transfusões sanguíneas de repetição.

O mesmo trabalho juntamente com outro trabalho de ressonância magnética publicado no European Journal of Radiology, recebeu a premiação Mérito Científico da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas e Unimed Campinas em jantar de gala no Hotel Royal Palm Plaza em 20/03/2014. Os trabalhos foram reconhecidos como destaques dentre os pesquisadores da região e denotam a alta qualidade da pesquisa em radiologia promovida pelo IEP José Michel Kalaf.

O Instituto de Ensino e Pesquisa José Michel Kalaf é uma Instituição sem fins lucrativos que tem por objetivo a promoção de pesquisas na área de radiologia utilizando tecnologia de ponta e agregando pesquisadores interessados em liderar áreas de ressonância, tomografia e demais tecnologias nesta área de interesse. O instituto possibilita o desenvolvimento pleno de projetos inovadores, dando agilidade e suporte logístico aos interessados. Novos trabalhos do instituto estão em andamento e certamente impactarão significativamente a região de Campinas promovendo o incremento da saúde da população da região.

Os dois trabalhos estão publicados em revista de alto impacto e podem ser  consultados através dos links:

www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23830536

www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21842212

 

Os links para os prêmios

http://www.smcc.com.br/noticias/ver/entrega-de-premios-tem-noite-de-gala

sita.ae/awards/winners.php?ct_id=169 

Dia 5 de fevereiro: um viva à Mamografia!

O câncer de mama é um mal cada vez mais curável, e muito disso se deve à mamografia. Por isso ela precisa ser reconhecida e comemorada neste dia 5 de fevereiro! Se hoje conseguimos cirurgias menos agressivas, com resultados oncológicos e estéticos melhores, isto é também fruto do rastreamento mamográfico. A controvérsia sobre iniciarmos com ela aos 40 anos ou aos 50, não reduz o seu brilho, nem sua importância no cenário desta doença. No Brasil, onde a expectativa é de mais de 57.000 novos casos em 2014, e onde ainda não conseguimos sair do rastreamento oportunístico para o rastreamento de fato, é fundamental lembrarmos dela.

A Comissão de Mamografia do CBR está empenhada não apenas em ampliarmos o horizonte para tantas mulheres que ainda não tem acesso ao rastreamento mamográfico, mas também em melhorarmos efetivamente a qualidade dos exames oferecidos pelos 4.500 mamógrafos irregularmente distribuídos em todas as regiões brasileiras. Avançamos bastante com este programa de qualidade, mas ainda nos resta muito a ser feito. No horizonte do câncer de mama, contudo, está a redução da mortalidade, que já está presente nos países com rastreamento bem feito já há muitos anos. Um azul celeste da esperança… Não, nós não queremos assumir o azul como a cor para o rastreamento do câncer de mama! É que o azul representa algo de positivo no horizonte. O rosa é a delicadeza e a feminilidade, e este continua nosso… Viva a mamografia!

Comissão de Mamografia do Colégio Brasileiro de Radiologia

Jornal da Ressonância e Tomografia Cardiovascular

Ressonância e Tomografia Cardiovascular em seu ano 10,  edição 25ª, destaca vários artigos publicados sobre os temas Ressonância e Tomografia Cardiovascular.

Cardiologia e Hematologia Brasileira Premiada em Abu Dhabi

Durante o TIF 2013 World Congress que ocorreu entre os dias 20-23 de outubro de 2013 em Abu Dhabi nos Emirados Arabes, a cardiologia e hematologia brasileira foram premiadas com o Premio Sultan Bin Khalifa International Scholarship for Translational Research recebido pelo Dr Juliano de Lara Fernandes do Instituto de Ensino e Pesquisa Jose Michel Kalaf em Campinas que representou o grupo de pesquisa.

A premiação foi criada para reconhecer instituições e grupos que mais contribuíram para o estudo da talassemia nos últimos dois anos. O trabalho apresentado pelo grupo brasileiro conta com a participação de pesquisadores da Unicamp, Centro Infantil Boldrini e Centro de Hematologia de São Paulo e busca aprimorar o diagnostico da cardiomiopatia por sobrecarga de ferro e sua prevenção através de novos medicamentos. O estudo faz parte de uma linha de pesquisa com diversos projetos financiados pela FAPESP e envolve líderes na área no Brasil como a Dra Sara Saad, Dra Monica Verissimo e Dra Sandra Loggetto, contando com o suporte da Associação Brasileira de Talassemia que representa os pacientes no país.

O premio foi dado a apenas 6 instituições/pesquisadores internacionais e foi julgado por um comitê cientifico internacional extremamente seleto, demonstrando que a qualidade da pesquisa realizada no país encontra-se em par com os demais centros mundiais. A cardiomiopatia siderótica representava até a alguns anos a principal causa de mortalidade da doença no país mas graças a esforços multidisciplinares como este a incidência desta cardiomiopatia caiu significativamente a ponto de atualmente o Brasil estar figurado entre os países onde esta complicação é de menor frequência.

Maiores informações podem ser encontradas no site do premio www.sita.ae

Ressonância de Corpo Total: o papel no paciente diabético

Um recente estudo da revista Radiology mostrou que a ressonância de corpo total (exame que faz o estudo de todos os vasos do corpo, sem radiação) pode identificar o risco de infartos e derrames em pacientes com diabetes.

O estudo mostrou que nos pacientes identificados pela ressonância com alguma alteração vascular no coração, cérebro ou vasos periféricos, tiveram 35% de chance de ter um evento adverso cardiovascular em 6 anos versus 0% no grupo sem doença identificável pelo exame.

Os autores concluem que o exame de ressonância magnética em diabéticos pode antecipar futuros eventos e encontrar pacientes com maior risco cardiovascular  neste grupo de pacientes.

Fonte: Bamberg F et al. Radiology 2013

Ultrassom de tireóide e nódulos

A pesquisa de nódulos de tireóide por ultrassom é muito comum na população geral. Felizmente, algumas características simples diagnosticadas pelo ultrassom ajudam na decisão de realizar uma biopsia ou não de acordo com artigo publicado recentemente na prestigiosa revista JAMA Internal Medicine. As três características mais associadas ao câncer de tireoide foram: microcalcificações, nódulos maiores de 2cm e composição exclusivamente sólida. Se apenas fossem biopsiados nódulos com ao menos duas destas características, o numero de biopsias certamente cairia de acordo com os autores do estudo.

Fonte: Smith-Bindma R et al. JAMA Internal Medicine 2013. Publicado em 26 de agosto de 2013

Prevenção e Detecção Precoce do Câncer com Apoio e Participação da RCC

O mês de Outubro em todo o mundo é dedicado a conscientização de Prevenção e Detecção Precoce do Câncer e a RCC – Radiologia Clínica de Campinas, desenvolveu três ações que se completam:

1- Iluminação noturna de sua sede com a côr Rosa durante o mês de Outubro, como alerta sobre a necessidade de prevenção.
2- Informativo com dados epidemiológicos e detecção precoce do câncer de mama em âmbito mundial e nacional.
3- Seminário Científico, dedicado a Classe Médica, com programação específica sobre diagnóstico precoce do câncer de
mama, patrocinado pela RCC, sem fins lucrativos (renda direcionada como doação ao Lar dos Velhinhos de Campinas,
sob  a coordenação do Dr. José Michel Kalaf, realizado no Hotel Vitória, dia 5 deste, com presença de 131 inscritos.

RADIOLOGIA CLÍNICA DE CAMPINAS – OUTUBRO  -CÂNCER DE MAMA – PREVENIR É O MELHOR REMÉDIO – SALVANDO VIDAS COM DIAGNÓSTICO PRECOCE – IMPORTÂNCIA DA MAMOGRAFIA

Desde 1997, em Outubro, o mundo todo se pinta de cor de rosa na luta contra o Câncer de Mama.

Conhecida como Outubro Rosa, este movimento tem como símbolo o laço cor de rosa, estimulando a participação da população, empresas e entidades.

Universidades, entidades filantrópicas, instituições ligadas a saúde, ONGS e órgãos governamentais, se movimentam em todo o planeta com ações de prevenção e principalmente de detecção precoce desta temível doença.

A ação de iluminar de rosa monumentos, prédios públicos, pontes, teatros surgiu posteriormente e não há uma informação oficial de como e onde foi feita a primeira iluminação; é uma forma prática para uma expansão mais abrangente do Outubro Rosa; é uma forma bonita, elegante e feminina, motivando e unindo povos de todo o mundo.

Segundo dados epidemiológicos, em 2012 foram registrados 1.600.000 (hum milhão e seiscentos mil) casos novos de câncer de mama no mundo, sendo que o Brasil teve 52.000 novos casos no mesmo período, predominando nas regiões sul e sudeste.

Este tumor é a principal causa de mortes por câncer na população femininaem nosso País, principalmente na faixa etária entre 40 e 69 anos.

Quando o diagnóstico desta doença é feito na fase inicial, o prognóstico é bom. Quanto menor for o tamanho do tumor, melhor é o prognóstico e a sobrevida da paciente.

A detecção do câncer de mama é retardada pela falta de auto-cuidado, pela desinformação e pelo não conhecimento de que a mamografia pode fazer o diagnóstico precocemente.

O conhecimento de três décadas de imagem da mama, correlacionado com fatores de risco é de pleno conhecimento da comunidade médica especializada e amplamente divulgado nos meios científicos.

Os serviços de saúde, devem concentrar seus esforços no sentido de prover a aplicabilidade da Lei 11.664 de 2008, sancionada recentemente, no sentido de assegurar a mamografia anualmente a mulheres com mais de 40 anos. Este é um grande desafio para nossos governantes, que pode ser vencido com parcerias público-privadas, tornando acessível um método diagnóstico com rotineira aplicação em âmbito nacional e que pode ser seletivamente gerenciado pelas Secretarias de Saúde Estadual e Municipal. União frutífera entre poder público e iniciativa privada em benefício de milhares de brasileiras.

Nos países onde o rastreamento mamográfico é rotineiramente realizado houve sensível diminuição da mortalidade.

A evolução do tratamento conservador do câncer de mama, foi diretamente relacionada ao desenvolvimento das modernas técnicas de diagnóstico mamário; influenciando decisivamente para a redução da mortalidade e da morbidade.

O especialista em imaginologia mamária está qualificado para  diagnosticar os tumores invasores e as lesões in situ, estas, cada dia, com diagnóstico mais freqüente, decorrente do uso sistemático da mamografia como método de rastreamento.

Graças a proximidade e consolidada integração multidisciplinar entre radiologista, mastologista, ginecologista e patologista, aumentamos a possibilidade de análise e conhecimento com relação a multifocalidade e multicentricidade, demonstrando que estas condições são mais freqüentes do que previamente esperado; estabelecendo um consenso, afim de que decisões delicadas possam ser aplicadas com sucesso em numerosos pacientes.

A determinação clínica para indicação de cirurgia conservadora mamária é dependente dos achados de imagem; tão importante como fazer um diagnóstico de tumor maligno, é também avaliar sua extensão; assim a  terapêutica loco-regional, está diretamente relacionada ao estadiamento da doença, além do objetivo maior de controle terapêutico, outros dados são obtidos para formulação de prognóstico e tratamento complementar. A morbidade nos estágios iniciais, é menor e os resultados estéticos são muito melhores.

Nosso objetivo é o diagnóstico de carcinoma que passa despercebido aos métodos de exame físico e ao auto exame; corresponde a tumor clinicamente oculto, geralmente menor do que1 cmde diâmetro.

Os dados de exame físico, os informes clínicos e o histórico pessoal e familiar de cada paciente, em adjunto com a  Mamografia, tem se revelado como sistemática ideal para rastreamento em larga escala e a ultra-sonografia sendo o método complementar de escolha.

 

O rápido desenvolvimento de novas tecnologias de imagem resulta em crescentes desafios para definição exata do direcionamento de recursos visando a melhor aplicabilidade tendo como foco principal o paciente.

Baseando-se em Medicina por Evidência, em Dados Estatísticos, em Dados Epidemiológicos, e na grande experiência de trabalho em conjunto dos Especialistas que atuam nesta área, o Colégio Brasileiro de Radiologia, Sociedade Brasileira de Mastologia e Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia, recomendam a indicação sistemática anual da Mamografia para as mulheres acima de 40 anos.

 Ciente da importância da causa, a RCC – Radiologia Clínica de Campinas, também vai se mobilizar para o Outubro Rosa, com uma iluminação noturna  especial de sua fachada, com tonalidade rosa,   a partir de 1º  de Outubro. A medida tem como finalidade lembrar principalmente as mulheres, sobre as medidas preventivas que se mostram tão eficientes quando o assunto é Câncer de Mama.

Complementando a ação, no dia 5 de Outubro a RCC- Radiologia Clínica de Campinas, promove o Seminário Intensivo de Detecção e Diagnóstico Multimodalide do Câncer de Mama, voltado para profissionais da área Médica. Coordenado pelo Diretor Médico da RCC,  Dr. José Michel Kalaf; a abertura dos trabalhos será feita pelo Dr. Cármino Antonio de Souza, Secretário de Saúde de Campinas; o Dr. Kalaf, juntamente com Drs. Antonio Carlos Pecci Ferreira e Eduardo Fleury, que são Professores de Radiologia Mamária da Santa Casa de São Paulo, serão os palestrantes.

O Seminário será realizado no Hotel Vitória, sem taxa de inscrição; os inscritos estão sendo orientados a fazerem uma doação diretamente ao Lar do Velhinhos de Campinas; este evento é patrocinado exclusivamente pela Radiologia Clínica, como forma marcante de atuação social, e abordará temas como: Diagnóstico precoce do Câncer de Mama, Ressonância Magnética Mamária e outros temas atuais como a Tomossíntese Mamária, Pacientes com Próteses de Silicone, Carcinomas em Pacientes Jovens, Intervenção Mamária, integração Multimodalidade em Diagnóstico Mamário; todos de interesse marcante, abrangendo conhecimentos especializados em Mastologia, Ginecologia, Cirurgia Plástica, Patologia e Radiologia

 Sobre a RCC

Fundada em 1980, a Radiologia Clínica de Campinas é referência na Região e oferece tecnologias médicas do segmento de diagnósticos por imagem. Médicos, amparados por equipes de profissionais qualificados se integram de forma consciente  em prestar um atendimento focado no paciente com a agilidade operacional e a sofisticação tecnológica que a saúde de seus clientes precisa. Diretor Médico Responsável: Dr José Michel Kalaf – CRM 11.956

 

Aneurismas cerebrais: CT 320 como primeira opção

Num estudo publicado na revista Radiology 282 pacientes foram avaliados usando um tomógrafo de 320 detectores para pesquisa de aneurismas cerebrais, comparativamente à angiografia invasiva. A tomografia conseguiu detectar 231/239 aneurismas com sensibilidade de 99.2%. A conclusão do estudo mostra que a tomografia de 320 detectores em excelente acurácia para detectecçao de aneurismas cerebrais e deve ser o método de imagem de primeira linha para a avaliação não invasiva destes aneurismas.

Fonte: Chen W et al. Radiology 2013; publicado online antes de impressão.

Monitorização de aneurisma cerebral por tomografia permite identificar casos de alto risco de crescimento

Um estudo com 165 pacientes assintomáticos com diagnostico de aneurismas cerebrais mostrou que a tomografia foi capaz de identificar aqueles aneurismas com rápido crescimento e, portanto, com maior chance de romper. Os pesquisadores repetiram os exames a cada 6-12 meses e encontraram um risco 12 vezes maior de ruptura naqueles que cresceram em comparação aos que não mudaram de tamanho, independentemente do tamanho inicial dos mesmos.

Fonte: Radiology 121188; Published online July 2, 2013, doi:10.1148/radiol.13121188

Você sabe calcular seu risco de câncer de mama?

Numa pesquisa recente apresentada no congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clinica, pesquisadores mostraram que apenas 10% das 10.000 mulheres consultadas conseguiram calcular de forma precisa seu risco real de câncer de mama. As perguntas apresentadas incluíam idade, raça, idade de menarca, história familiar, etc, todos fatores relevantes para o risco de câncer de mama. Interessantemente, enquanto 45% das mulheres sub-estimou o risco, outro grupo também de 45% superestimou o risco. O fato alerta todos os médicos e também as próprias mulheres na faixa etária de 35 a 70 anos para a necessidade de melhor educação nesta área para não haver exageros de preocupação excessiva assim como não menosprezar um risco eventualmente alto.

Fonte: Congresso ASCO 2013 

Dr. Juliano de Lara Fernandes – CRM 94.129

Como é um exame de tomografia computadorizada?

A tomografia computadorizada é um exame que adquire imagens em três dimensões a partir de um tubo de raio-X que gira rapidamente ao redor do paciente (cerca de 3 rotações por segundo!). A aquisição é muito rápida, normalmente durando apenas alguns segundos e o paciente fica deitado numa mesa sob um arco. O arco da tomografia é relativamente curto e não um tubo como a ressonância magnética .

O exame de tomografia pode ser feito com ou sem contraste e gera centenas de imagens, tendo que ser analisadas por um radiologista treinado em estação de trabalho computadorizada para poder avaliar toda esta grande quantidade de informações. Por ser gerado por raio-X, o exame aplica uma pequena dose de radiação no paciente, algo controlado e dentro das normas internacionais que regulam este tipo de exame.

Os tomógrafos de última geração são chamados de multi-detectores ou multi-fileiras pois não adquirem apenas um corte por rotação mas 16, 64, 128 ou até 640 numa única volta ao redor do paciente. Estes tomógrafos revolucionaram o método nos últimos anos ao permitir uma aquisição de muito mais informação em muito menos tempo. A Radiologia Clinica de Campinas trabalha com tomógrafos que adquirem cerca de 1800 imagens por segundo e conseguem muitas vezes fazer uma avaliação cardíaca completa em apenas um batimento cardíaco!

Dr. Juliano de Lara Fernandes – CRM 94.129