Importância
das Técnicas Avançadas em Perfusão e Difusão
Imagem de Difusão por Ressonância
Magnética (DW)
Difusão é uma propriedade física das moléculas,
definida como a habilidade de se mover randomicamente em relação
a sua energia térmica. O efeito de difusão não
é observado geralmente em imagens SE. DW é um processo
de adquirir imagem onde o contraste é sensível ao
movimento das moléculas de água. A intensidade do
sinal na imagem é primariamente dependente do coeficiente
de difusão do teci- do subjacente.
Indicações
Principal
indicação: diagnosticar Infarto Recente com TC e
RM normais.
Outras: Diferenciar Infarto velho de novo; Esclerose Múltipla;
Diferenciar Cisto de Aracnóide de Tumor Epidermóide;
Diferenciar Disgenesia Cortical de Cérebro Nor- mal; Avaliação
de Tumores Cerebrais; Diferenciar áreas císticas
(com altor conteú- do protéico) das sólidas
e separar áreas de edema vasogênico de Tumor.
Tem sido usada ainda em acompanhamento de Quimioterapia, e na
distinção entre Necrose por Radiação
e Recorrência da Neoplasia, e na Avaliação
da Maturação da Substância Branca
Técnica
– Funcionamento da Sequência: O sinal na RM depende
dos processos de relaxação T1, T2, T2* e densidade
de prótons. Outro importante mecanismo de contraste é
a perda de sinal causada pela perda de fase na presença
de fluxo. A Difusão randômica dos prótons
induz mudanças randômicas de fase, com perda de sinal.
A Difusão depende de barreiras ou obstáculos moleculares
e macromolecula- res que o próton experimenta durante o
processo translacional.
A Difusão
aparente no tecido é lenta se o próton é
impedido em seu movimento randômico na presença de
membranas celulares, paredes e macromoléculas, mas não
são completamente restritos. Por exemplo, a fibra de mielina
e neuro-fibrila orientada na substância branca dá
uma direção preferencial para o movimento do próton
de água. Este achado faz com que o próton tenha
Difusão mais rápida ao longo de caminhos de menor
resistência, levando a que o Coeficiente de Difusão
seja anisotrópico, ou direcionalmente dependente.
Em 1954 foi
observado que a Difusão molecular encurta os valores de
T2. A obser- vação inicial de que sequências
podem ser sensíveis e adaptadas para DW foi feita em 1980.
O uso prático do DW veio da observação de
que regiões de isquemia ti- nham Coeficiente de Difusão
significativamente menor que regiões normais do cé-
rebro.
A diminuição
da Difusão na isquemia se deve ao edema citotóxico
(prótons intra- -celulares são mais lentos que extra-celulares).
A imagem pesada em Difusão é essencialmente uma
imagem que é sensível ao movimento randômico
das moléculas de água, como elas difundem através
do es- paço extra-celular. Em regiões de alta mobilidade
(Difusão rápida), a intensidade do sinal é
baixa (preta), e em regiões de baixa mobilidade (Difusão
lenta), a ima- gem é brilhante.
Uma dificuldade
para realização de DW é que a alta sensibilidade
do movimento molecular também causa alta sensibilidade
a todos os tipos de movimento (pulsati- lidade, fluxo sanguíneo,
movimento do corpo do paciente).
Pontos
Importantes
Difusão
dos prótons da água em gradientes pesados leva a
perda de sinal nas imagens DW. A Difusão é maior
na água pura (LCR) - preto na imagem DW.
A Difusão
é menor na isquemia aguda devido ao edema citotóxico
– brilhante na imagem DW.
Perfusão Cerebral: Técnica e Aplicações
Clínicas
Introdução:
A avaliação
hemodinâmica, de maneira não-invasiva, através
da Perfusão Cerebral. Pode ser feita através da
técnica ultra-rápida de imagem echo-planar imaging
(EPI). Sua aplicabilidade tem aumentado e sido de fundamental
importância no diagnóstico e conduta de certas situações
clínicas.
Técnica:
As técnicas
de imagem ultra-rápidas, como a echo-planar imaging, possibilitaram
a medida da Perfusão Cerebral de uma forma não-invasiva.
A passagem pela rede de capilares, do traçador paramagnético
exógeno, que é in- jetado em bolo por via intra-venosa,
promove alterações no campo magnético do
tecido cerebral, que podem ser medidas, através de variações
na intensidade de sinal.
Assim, podemos determinar os seguintes parametros hemodinâmicos
teciduais:
Podemos utilizar duas técnicas diferentes para obtenção
das imagens em Perfusão: uma em T2 e a outra em T1.
No uso da
técnica com sequência pesada em T2, a injeção
do meio de contraste paramagnético causa uma queda transitória
na intensidade de sinal, devido aos efeitos de susceptibilidade
magnética.
Técnicas
multi-slices (>30 cortes/s) são disponíveis em
aparelhos com hardware gradiente especialiados para imagens echo-planares
ou espirais. Podem ser T2W (SE) ou T2*(GE).
As vantagens
da técnica T2WSE são a diminução dos
artefatos encéfalo/osso e encéfalo/ar e a maior
sensibilidade da alteração de sinal em capilares
e pequenos vasos.
Como desvantagens
temos uma maior requisição de contraste.
A técncia
dinâmica em T1W tem a vantagem de requerer uma menor dose
de con- traste e gerar uma resolução temporal. A
desvantagem é que o “leakage” de con- traste
pode levar a erros de mensuração dos parâmetros
hemodinâmicos.
Dra. Mirian
Jane Gabriel Silva
Médica
da Radiologia Clinica de Campinas