'' Insights '' na Imagem de RM sobre a Maturidade Esquelética


O crescimento esquelético e a maturidade óssea em crianças acontecem como um processo dinâmico, e existem mudanças detectáveis à RM que podem ser diferenciadas de estados patológicos.

Pontos importantes:

A conversão de medula hematopoiética para medula gordurosa acontece de modo previsível nas crianças e adolescentes;

A estrutura fiseal normal e a integridade do crescimento endocondral refletem na espessura e na intensidade de sinal da cartilagem, na zona contígua de calcificação provisória, e no alinhamento paralelo das linhas de crescimento, quando presentes;

Nas sequências sensíveis a água, há aumento de sinal na cartilagem epifiseal, que pode ainda estar associada a áreas de calcificação que se tornam hipointensas nas áreas de cargas;

As áreas de realce normais em crianças, geralmente não são vistas nos adultos, incluindo os canais cartilaginosos, o tecido fibrovascular metafisário, o realce da esponjosa primária próxima ao osso formado e o tecido hematopoético em crianças e adultos.

 

Figuras:


Zona de calcificação provisória como fina linha hipointensa ( seta reta )e a esponjosa primária vascular da metáfise se apresentando com hipersinsinal em T2 ( seta curva sólida).


Hipossinal em T1 do femur, devido a espessamento difuso da cortical óssea, e pouco desenvolvimento da medular óssea.


Reconversão medular em um paciente de 11 anos com rabdomiosarcoma em tratamento com granuloquina;


Garoto de 12 anos, com lesões metastáticas de sarcoma de Ewing . Nesta idade a epífise femoral deveria ser uniforme.


Focos de aspecto em chamas, no terço distal da fêmur e proximal da tíbia, inferindo tecido hematopoético normal;


Focos perivasculares de medula vermelha – padrão normal do aspecto moteado visto em crianças com sobrecarga e /ou imobilização.


Vasculatura normal subperiosteal e medular esponjosa no osso metafisario - padrão normal em crianças.


Centros normais de pré-ossificação.


Goteira epifisaria femoral normal em crianças.


Linhas de recuperação de crescimento ( geralmente vistas em crianças com insultos focais ou sistêmicos.

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.Radiology . Volume 250. Numero 1 - janeiro 2009.


Dra. Mara P. Moreira
Departamento Músculo Esquelético da RCC - Unidade I