MR Imaging of the Postoperative Knee: A Pictorial Essay

Radiographics 2002; 22: 765-774

Introdução:

Aumento RM pelo aumento dos procedimentos artroscópicos:

  • Meniscectomia parcial e reparação meniscal;
  • Reconstrução do LCA;
  • Procedimentos de reparação condral.

Importante: reconhecimento das alterações “normais” no joelho pós-operado.


Procedimentos meniscais:

  1. Cirurgia preservação meniscal substituindo a meniscectomia total : - preservar a função meniscal; - impedir a aceleração das alterações degenerativas;
  2. Seguimento de meniscectomia parcial ou reparação meniscal dificuldade: se a dor é de causa meniscal ou de outra causa.
  3. MRI – valor lesões primárias : sens./especi/acurac = 85 a 90%, com os critérios já conhecidos.
  4. Critérios nos meniscos pós-op : são mais complicados: - + de 25 % de ressecção

 

Sinais:

  • menisco interrompido com uma porção meniscal ausente;
  • margens remanescentes altamente irregulares com aumento sinal que se estende para a nova superfície articular;
  • os achados na RM na anormalidade no contorno e alteração de sinal no TE curto, são de menor acuracidade no diagn. de re-lesão meniscal (66 a 80%);
  • o aumento de sinal em T2 no líquido indo em direção ao fragmento meniscal ou de um fragmento deslocado são especif. mas não sensíveis.
  • melhora : Artro Rm direta
  • vantagens: distensão articular adequada; penetração do Gd para dentro do menisco (baixa viscosidade); possibilidade de usar imagens em T1.

Mais problemas:

  • diagn. Re-lesão depois de uma reparação meniscal: anormalidade na intensidade de sinal na superfície do sítio reparado; região de cicatriz;
  • os sinais são semelhantes àqueles depois de uma meniscectomia parcial ( observar em T2)
    * alteração de sinal com extensão;
    * deslocamento de fragmento meniscal
    * alteração de sinal em um sítio distante.

LEMBRAR:

Nem todas a dores recorrentes são relacionadas aos meniscos . Lembrar das anormalidades ósseas ou condrais pós-op. ( =~osteonecrose)


Eniscectomia parcial


Pré e pós op.


Re-lesão: T2sag.


Artro/Rm


Lesão complexa


Alterações ósseas (9).

RECONSTRUÇÃO DO LCA:


Indicações:

  • Falência na reconstrução ( avaliação do túnel e integridade do enxerto);
  • Re-lesão pós-op do LCA, meniscos e cartilagens;
  • Rigidez pós-op com perda extensão (Impingement e artro-fibrose);
  • Revisão pré-cirúrgica do LCA reconstruído ( meniscos, cartilagem
    colocação do túnel.... Planejamento pré-op.).

Dados importantes:

Posição túnel ósseo (femur e tíbia);

  1. Túnel fêmur : anteriorização > estiramento> instabilidade;
  2. Posição no fêmur: inter-secção cortical posterior e a linha fisária sagital. 11 horas e 01 hora nas imagens em coronal (D e E);
  3. Posição na tíbia: paralela mais posterior à inclinação da goteira nas imagens sagitais; e abre-se na eminência intercondilar nas imagens coronais.
  4. Baixo sinal no Te curto.
  5. Pode ter sinal intermediário em T2 (vascularização peri-ligamentar, revascularização do enxerto ou impingement) mas não áreas isointensas ao líquido sinovial .
  6. Detecção de interrupção de fibras, ou ausência de fibras com aumento de sinal.


Enxerto


Ruptura

Causas da perda da extensão:

  • Impingement: MRI > visualização direta e a relação com a linha de Blumensaat, relação do enxerto com a goteira.
  • imagens do Impingement + aumento de sinal 2/3 inferiores;
  • tratamento = reparação da goteira (Notchplasty) com reversão da intensidade de sinal depois de 12 semanas.
  • Artro-fibrose - 2º causa mais importante: lesão fibrótica focal geralmente aderida a porção distal do enxerto > nódulo fibrose > obstáculo à extensão completa. Nódulo com baixo sinal em T1 e T2.
  • Falência dos parafusos;
  • Fratura patelar – mudanças na morfologia do tendão espessamento/ alteração de sinal/ defeito cirúrgico (12 a 18 meses).


Impingement


Artro-fibrose (cyclops) (3 –9)


Cicatriz tendão patelar (8)

Reparação condral:

  • 63 % dos procedimentos por artroscopia;
  • Deficiência do LCA - 79 % apresentam lesão condral;
  • RM – método não invasivo de avaliação.


A. Transplante de enxerto osteocondral:

  • “plug” osteocondral de uma área sem carga e implantação dentro do defeito condral. Verificar a congruência osso/osso e cartilagem/cartilagem geralmente recomendado nas lesões pequenas (até 2cm2)
  • Plugs – 2.7 a 15 mm diâmetro ; 10 a 15 mm profund.
  • Biópsia = tec. Fibrocartilaginoso.

MRI

  • Relação do enxerto com a cartilagem e o osso adjacentes;
  • Incorporação do enxerto no osso subcondral;
  • Vascularização dos “plugs”
  • Avaliação do sítio doador.

Complicações:

  • Dor no sítio doador;
  • Fratura condilar
  • Necrose avascular do sítio doador;
  • Corpos livres;
  • Incongruência dos enxertos.


B. Implante de Condrócitos Autólogos:

Sweden 1994 : condrócitos da tróclea femoral ou da goteira intercondiliar > cultura > re-implantado no defeito condral;

Estágios:

1º - proliferativo: tecido amolecido (gelatina);
2º - transicional : 7 a 12 semanas – produção de colágeno tipo II e proteoglicanos;
3º - final : 13 semanas a 3 anos – remodelamento e maturação com reorganização da “malha” de colágeno integrada ao osso subcondral.


Transp. Enxerto osteoc.


Irreg.


Incongruência (3 – 39)


Delaminação

MRI :

  • avaliação do tecido de reparação ;
  • Estado do osso subcondral na interface do tecido de reparação;
  • Complicações associadas como ex. Delaminação ou Hipertrofia do tecido de reparação.


CONCLUSÃO:

Importância do reconhecimento da RM “NORMAL” no joelho operado associado às complicações destes procedimentos.

Dra. Mara Pimentel Moreira