Aspectos da Doença de Paget à Radiologia Convencional

A doença de Paget foi descrita como osteíte deformante em 1877, por James Paget. É uma patologia óssea focal crônica de etiologia desconhecida, caracterizada por uma combinação de destruição e reparação óssea. Ocorre mais frequentemente em indivíduos do sexo masculino, sendo que sua prevalência aumenta com a idade, chegando a 10% dos indivíduos com mais de 80 anos. A maioria dos pacientes cursa sem sintomas, mas quando estes ocorrem (em torno de 20% dos pacientes), tendem a sobrevir na forma de dor, deformidades e fraturas.

Os locais mais freqüentes de envolvimento da doença são: bacia, vértebra, fêmur, crânio tíbia, clavícula, úmero e costela. Pode-se identificar diversas fases na doença de Paget óssea, cada uma delas manifestando-se através de achados razoavelmente bem definidos à radiografia simples: na fase inicial osteolítica, a reabsorção óssea ocorre como uma área alongada radiotransparente que destrói a cortical e o osso esponjoso à medida em que avança ao longo da diáfise; na fase intermediaria, ocorre remodelagem óssea que aparece como um espessamento da cortical e trabeculação grosseira do osso; na fase “fria”, por sua vez, ocorre aumento da densidade óssea com aumento e alargamento do osso e acentuado espessamento cortical, com borramento da demarcação entre a cortical e a esponjosa. Pela sua capacidade de demonstrar os achados acima descritos, além do baixo custo e fácil realização, a radiologia convencional destaca-se como importante método de diagnostico e avaliação inicial da doença de Paget.


Figura 1 - Radiografia de crânio de uma paciente feminina de 68 anos com
Doença de Paget, demonstra inúmeras densidades coalescentes
associadas a espessamento e esclerose da abóboda craniana.



Figura 2 - Radiografia de bacia AP de uma paciente feminina de 68 anos
com Doença de Paget em sua fase fria, demonstra espessamento
cortical difuso.

Dr. Guilherme Gerumáglia da Silva