Lesões Malignas na Mama Masculina

O tecido mamário é exatamente idêntico ao nascimento tanto nos homens quanto nas mulheres, até a puberdade, onde a influência hormonal interfere. O tecido mamário é estimulado pelos estrógenos, enquanto que os andrógenos antagonizam este efeito.
A maioria dos homens refere massa palpável, aumento do volume mamário ou alteração na textura.

A maioria das lesões encontradas nas mamas masculinas são benignas, com a ginecomastia sendo a alteração mais freqüente.

Lesões malignas primárias, somam menos de 1 % de todas as lesões. Outras alterações podem ser originadas na pele, gordura subcutânea, vasos sanguíneos, linfáticos e nervos.
Processos lobulares, assim como o carcinoma lobular, alterações fibrocísticas e adenose, são incomuns em homens.

A incidência do câncer mamário em homens é baixa, não se justificando, assim, o rastreamento mamográfico aleatório. Entretanto, a mamografia tem sido o método de grande acurácia para diferenciar entre ginecomastia benigna e carcinoma mamário.
Quando a mamografia revela achados suspeitos não característicos de ginecomastia, o Ultra-som tem sido de grande valia para complementação diagnóstica.

A neoplasia na mama masculina representa cerca de 0,7 % do total de neoplasias mamárias. Acima dos 25 anos, a incidência aumenta em 26 %. A idade média do diagnóstico é em torno de 67 anos, e menos de 6 % dos casos ocorrem em homens com menos de 40 anos.

Os fatores de riscos incluem : idade avançada, irradiação prévia no tórax, estrógeno exógeno administrado por tratamento de neoplasia de próstata, doença hepática, alterações hormonais como hiperestrogenismo, deficiência de andrógenos, e outras causas...
A história familiar de câncer mamário em parentes de primeiro grau, aumento o risco da neoplasia.

A apresentação mais comum nestes pacientes é massa palpável. Espessamento da pele e retração mamilar também podem estar presentes. Linfonodos palpáveis estão presentes em até 50 % dos casos. O diagnóstico deve ser feito com Mamografia Bilateral, Ultra som e Ressonância Magnética. O diagnóstico final é feito pela biópsia. O estadiamento e o tratamento, são semelhantes as lesões malignas na mama feminina.

Referência: Radiographics; July-August 2006, Volume 26. Número 4.

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ra. Mara Pimentel Moreira
Médica da Radiologia Clínica de Campinas