Estudos da RCC – Instituto de Ensino e Pesquisa José Michel Kalaf são premiados

Dois estudos realizados na Radiologia Clínica de Campinas (RCC) juntamente com o Instituto de Ensino e Pesquisa José Michel Kalaf receberam prêmios significativos nos últimos meses.

O primeiro estudo, publicado na Revista American Journal of Medicine, recebeu um Prêmio Internacional em Abu Dhabi nos Emirados Arabes denominado Sultan Bin Khalifa Translational Research, o trabalho realizado em conjunto com a Unicamp e Centro Infantil Boldrini, com suporte financeiro da Fundação para a Pesquisa do Estado de SP (FAPESP), mostra a utilização da ressonância magnética na investigação de pacientes com talassemia major, uma doença genética que exige transfusões sanguíneas de repetição.

O mesmo trabalho juntamente com outro trabalho de ressonância magnética publicado no European Journal of Radiology, recebeu a premiação Mérito Científico da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas e Unimed Campinas em jantar de gala no Hotel Royal Palm Plaza em 20/03/2014. Os trabalhos foram reconhecidos como destaques dentre os pesquisadores da região e denotam a alta qualidade da pesquisa em radiologia promovida pelo IEP José Michel Kalaf.

O Instituto de Ensino e Pesquisa José Michel Kalaf é uma Instituição sem fins lucrativos que tem por objetivo a promoção de pesquisas na área de radiologia utilizando tecnologia de ponta e agregando pesquisadores interessados em liderar áreas de ressonância, tomografia e demais tecnologias nesta área de interesse. O instituto possibilita o desenvolvimento pleno de projetos inovadores, dando agilidade e suporte logístico aos interessados. Novos trabalhos do instituto estão em andamento e certamente impactarão significativamente a região de Campinas promovendo o incremento da saúde da população da região.

Os dois trabalhos estão publicados em revista de alto impacto e podem ser  consultados através dos links:

www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23830536

www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21842212

 

Os links para os prêmios

http://www.smcc.com.br/noticias/ver/entrega-de-premios-tem-noite-de-gala

sita.ae/awards/winners.php?ct_id=169 

Você sabe calcular seu risco de câncer de mama?

Numa pesquisa recente apresentada no congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clinica, pesquisadores mostraram que apenas 10% das 10.000 mulheres consultadas conseguiram calcular de forma precisa seu risco real de câncer de mama. As perguntas apresentadas incluíam idade, raça, idade de menarca, história familiar, etc, todos fatores relevantes para o risco de câncer de mama. Interessantemente, enquanto 45% das mulheres sub-estimou o risco, outro grupo também de 45% superestimou o risco. O fato alerta todos os médicos e também as próprias mulheres na faixa etária de 35 a 70 anos para a necessidade de melhor educação nesta área para não haver exageros de preocupação excessiva assim como não menosprezar um risco eventualmente alto.

Fonte: Congresso ASCO 2013 

Dr. Juliano de Lara Fernandes – CRM 94.129

Como é um exame de tomografia computadorizada?

A tomografia computadorizada é um exame que adquire imagens em três dimensões a partir de um tubo de raio-X que gira rapidamente ao redor do paciente (cerca de 3 rotações por segundo!). A aquisição é muito rápida, normalmente durando apenas alguns segundos e o paciente fica deitado numa mesa sob um arco. O arco da tomografia é relativamente curto e não um tubo como a ressonância magnética .

O exame de tomografia pode ser feito com ou sem contraste e gera centenas de imagens, tendo que ser analisadas por um radiologista treinado em estação de trabalho computadorizada para poder avaliar toda esta grande quantidade de informações. Por ser gerado por raio-X, o exame aplica uma pequena dose de radiação no paciente, algo controlado e dentro das normas internacionais que regulam este tipo de exame.

Os tomógrafos de última geração são chamados de multi-detectores ou multi-fileiras pois não adquirem apenas um corte por rotação mas 16, 64, 128 ou até 640 numa única volta ao redor do paciente. Estes tomógrafos revolucionaram o método nos últimos anos ao permitir uma aquisição de muito mais informação em muito menos tempo. A Radiologia Clinica de Campinas trabalha com tomógrafos que adquirem cerca de 1800 imagens por segundo e conseguem muitas vezes fazer uma avaliação cardíaca completa em apenas um batimento cardíaco!

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Por que os aparelhos de ressonância são tão apertados?

Eles são usualmente cilíndricos, com as duas pontas abertas e tem medidas entre 50-70cm de diâmetro. A razão deste formato é que estes equipamentos precisam formar um campo magnético bem homogêneo para produzir uma imagem de alta qualidade. Assim, se o aparelho for muito aberto, esta homogeneidade se perde assim como suas imagens. Atualmente, as maquinas mais modernas tem 70cm de abertura e já permitem uma redução significativa da claustrofobia envolvida. Além disso, o exame também ficou muito mais rápido, acelerando a necessidade de se ficar dentro do tubo.  Maquinas chamadas de campo aberto tem outro formato, com as laterais abertas e estão disponíveis em algumas unidades aqui em Campinas. Porem, usualmente tem campo menor e não realizam todos os exames possíveis.

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Como é um exame de ressonância magnética?

O exame de ressonância magnética é baseado num aparelho que funciona como um grande imã. Ele funciona mantendo um campo magnético ao redor do corpo que alinha algumas partículas celulares do corpo. Ao emitir uma onda de radio (parecida com uma onda FM que ouvimos dia-a-dia), o corpo reflete esta onda com intensidades diferentes a algumas antenas posicionadas ao redor do corpo. Isso faz com que a imagem se forme, sem necessidade de radiação e com alta acurácia: um exame num equipamento moderno fornece resolução menores que 1mm!  O barulho que ouvimos dentro do aparelho é gerado pela emissão das ondas emitidas e por um circuito utilizado para formar o campo magnético. Normalmente um exame completo dura de 10-30 minutos conforme a estrutura estudada.

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Todos os exames em radiologia tem radiação?

Não, a ultrassonografia e a ressonância magnética são exames sem radiação. Aliás, quando falamos em radiação médica, estamos falando em um tipo de radiação chamada ionizante, que, em altíssimas doses, tem associação com modificações da estrutura do DNA. Os exames de cintilografia, radiografia, cateterismos e tomografias utilizam esta radiação, em doses controladas e apenas na quantidade necessária para se obter um diagnóstico. Na RCC, os aparelhos de tomografia especialmente são de última geração e usam técnicas que reduzem a radiação aplicada a níveis que estamos expostos normalmente no dia-a-dia. Para se ter um exemplo, anualmente recebemos uma dose da exposição solar equivalente a 3 mSv(unidade de medida de radiação) – uma tomografia coronária é feita hoje, por exemplo, com doses até menores que 1 mSv, ou seja, menos que você receberia apenas por tomar sol normalmente!

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Porque preciso usar contraste em alguns exames radiológicos?

Toda vez que fazemos um exame de raio-X, tomografia ou ressonância, queremos diferenciar ao máximo as estruturas estudadas e identificar entre elas potenciais tecidos doentes. Muitas vezes a aparência e comportamento destas estruturas são muito parecidas e tem o mesmo sinal no exame convencional. Quando injetamos um contraste, este vai chegar a determinados tecidos e ficar lá de maneira diferente dependendo da composição de cada órgão. Assim, é possível detectar algumas lesões ou estruturas que se diferenciam do seu meio adjacente. Isso é mais importante ainda quando queremos estudar um vaso ou uma estrutura que receba irrigação sanguínea pois podemos fazer imagens destas quando o contraste encontra-se ainda apenas dentro das artérias ou veias e não chegou aos demais espaços propriamente ditos.

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O que é contraste?

Contraste é um nome genérico dado a substâncias que promovem uma diferenciação entre tecidos ou estruturas com composição diferente. Eles são utilizados para realçar uma estrutura, lesão ou órgão por se distribuírem de forma diferente nestes tecidos. Um contraste de tomografia ou radiografia utilizada iodo como seu principal agente enquanto que um contraste de ressonância usa uma substancia a base de um metal chamado gadolíneo. Os contrastes podem ser utilizados de forma oral ou, mais comumente, por via endovenosa.

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